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quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Gripe A deixa friburguense em alerta

Por Joyce Santiago

A Nova Gripe tem deixado os friburguenses preocupados. Já se vê nas ruas da cidade pessoas usando máscaras, principalmente mulheres grávidas, que fazem parte do de risco, juntamente com os idosos, crianças menores de 5 anos e doentes cardiovasculares, asmáticos, renais, hepáticos, hematológicos, neurológicos e diabéticos.

Segundo a Divisão de Vigilância Epidemiológica de Nova Friburgo, de junho desde ano até a última segunda-feira, foram confirmados 5 casos no município. Existem ainda 50 suspeitos aguardando confirmação laboratorial.

De acordo com o Ministério da Saúde, para se prevenir da doença é importante que evite o contacto próximo com pessoas com gripe, lave sempre as mãos com água e sabão. Se tossir ou espirrar, cubra a boca e o nariz com um lenço de papel e se estiver com sintomas de gripe, fique em casa e contacte a Linha Saúde 24, pelo número 808 24 24 24, de forma a proteger-se e evitar o contágio a outras pessoas.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Pesquisa aponta irregularidades em produtos que usam agrotóxico

Por Orlando Castor (7º período)

Uma pesquisa realizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) realizada com 17 produtos que usam agrotóxicos no cultivo apontou que todos apresentaram alguma irregularidade. A situação preocupa os profissionais de saúde e alerta aos consumidores, além de levantar a questão de ações públicas, principalmente na Região Serrana, principal polo de horti-fruti do Rio de Janeiro.

O pimentão liderou o ranking dos produtos analisados em laboratório: 65% das amostras foram reprovadas. Em segundo lugar ficou o morango. Uva e cenoura não ficaram de fora desta lista. Todos os alimentos inspecionados apresentaram índices de agrotóxico acima do limite máximo permitido ou resíduos de produtos não autorizados pelas portarias de regulamentação da Anvisa.
O caso do pimentão é o mais grave porque dos 22 resíduos químicos encontrados no fruto, 18 não são autorizados pela legislação brasileira. No morango, 36% das amostras apresentaram também agrotóxico não permitido.

“Os agricultores estão defasados, precisam de atualização de conhecimentos e não sabem da série de proibições no uso de determinados produtos pesticidas. O ideal seria a agricultura natural, mas o custo seria muito maior para todos. A solução é a conscientização quanto ao uso destes produtos”, explica o agrônomo Maurício Vilela.

Um estudo recente do Instituto Nacional do Câncer (INCA) encomendado pelo Ministério Público Estadual entre lavradores de Teresópolis e Nova Friburgo aponta que os índices de anomalias em recém-nascidos e variações de câncer nos trabalhadores são os mais altos dos últimos anos. Especialistas apontam o uso frequente de agrotóxicos sem proteções levaram a esse quadro grave.

“São mais comuns, nesses casos, leucemia, câncer de útero, de próstata e de pele. Além disso, crianças com algum tipo de deficiência. Esses trabalhadores lidam com muitos pesticidas e herbicidas; agricultura familiar que vem de gerações e, muitas vezes, nunca passaram por um treinamento”, aponta a promotora de Justiça Anaíza Malhardes.

A boa notícia da pesquisa feita pela Anvisa é que o índice de agrotóxico de alguns alimentos caiu em comparação com o último monitoramento, feito em 2007. No tomate e na alface, o índice de amostras irregulares caiu pela metade.

De acordo com a nutricionista Maria Tereza Neves, isso não significa que não podemos ingerir estes alimentos, desde que eles sejam bem lavados e desinfetados. Ela explica que as escovas com cerdas macias limpam melhor frutas, legumes e verduras. Eles devem ser colocados de molho num litro de água com oito gotas de detergente neutro e depois lavados numa outra solução de bicarbonato de sódio e água.

“Uma outra dica é colocar a fruta, legume ou verdura de molho com água vinagre durante uma hora e, de preferência, ingerir alimentos sem casca”, ensina a nutricionista.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Pacientes substituem ida ao médico por diagnóstico na internet

Orlando Castor
(7° período)



Saúde é assunto sério e voltado somente para profissionais qualificados, mas não é o que muitos brasileiros seguem a risca. Os índices de automedicação no Brasil são um dos mais elevados do mundo e na era da informação veloz, os pacientes podem ser levados a enganos porque fazem os exames e não retornam ao consultório a fim de terem diagnóstico. Vão até a internet, pedem ajuda nos fóruns virtuais, e tentam descobrir a cura para a possível doença.

A cada dia, é maior o número de pessoas que buscam informações médicas na rede. Quando esses dados são usados para o autodiagnóstico e a automedicação, surge o perigo. O Conselho Regional de Medicina alerta que nada substitui uma consulta, que é muito mais esclarecedora.

Cerca de 40 milhões de brasileiros têm acesso à internet. O tema “saúde” é um dos preferidos, passando, inclusive “informação” e “pornografia”. Segundo levantamento da Universidade de São Paulo (USP), boa parte dos médicos não gostou de saber que os pacientes fizeram pesquisa na internet antes da consulta. Muitos desses pacientes buscam informações mais precisas, mas se a fonte não for precisa pode gerar alarde e provocar até um desgaste emocional para o paciente – e um problema a mais para os médicos.

Além de ler, muita gente escreve pras comunidades virtuais, com dúvidas que só os médicos deveriam tirar. Uma mulher com hepatite B pergunta: “Vocês poderiam me ajudar com os resultados dos exames?”. Outra, com hipotireoidismo, pede ajuda: “Alguém sabe me dizer o que significam essas dosagens?”. Tem uma paciente que já passou pelo médico e reclama que ele a encaminhou para um especialista só daqui a duas semanas. “Isso não é muito tempo?”, pergunta. Um rapaz a tranquiliza: “Siga as instruções do seu médico”.

Segundo o médico Evandro Baldacci, muita gente vem para a consulta com uma ideia errada da doença depois de pesquisar na internet.

“É muito difícil esse processo de interpretação. Entre os sinais e sintomas de uma doença lidos num manual e a interpretação daquilo que está acontecendo num paciente por um médico treinado em analisar sinais e sintomas, há uma diferença muito grande. Senão, era muito fácil fazer medicina. Precisava simplesmente de um bom computador, um bom aparelho e estava tudo resolvido”, disse.

A internet virou uma ferramenta fundamental para muita gente, inclusive para os próprios médicos, que usam a rede pra ler artigos científicos e divulgar trabalhos. O importante para quem tenta se informar sobre a sua saúde ou a de algum parente é reconhecer as fontes confiáveis e saber que o computador não substitui uma consulta médica.

A pesquisadora Wilma Madeira, da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo, estuda o impacto da rede mundial de computadores na relação entre médico e paciente. Um levantamento que ela fez na USP apontou que 85% dos pacientes já acessaram a internet depois de ir ao médico para tirar dúvidas; 67% disseram que usam as informações da rede para tomar decisões sobre a própria saúde; e 56% relataram que os médicos não gostaram de saber que os pacientes fizeram esse tipo de leitura antes da consulta.

A pesquisadora acha positivo o interesse dos pacientes e diz que eles e os médicos devem se acostumar a uma nova relação.

“O profissional médico acaba tendo de se envolver mais com caso quando o paciente se mostra mais preparado. Ele acaba tendo um tempo maior de consulta e ele tem de explicar, porque a pessoa se mostra mais interessada com o caso. De forma geral, eu diria que é positivo”, defende a pesquisadora.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Temperaturas baixas aumentam casos de crises alérgicas

Orlando Castor
7º período



A chegada do outono e a consequente queda na temperatura se torna um verdadeiro calvário para quem tem problemas respiratórios, principalmente alergias. Até o final do inverno, o clima seco, o aumento da poluição e as mudanças climáticas provocam mais crises. De acordo com a Sociedade Brasileira de Alergistas, as emergências dos hospitais no Estado do Rio chegam a registrar procura 25% maior de pacientes alérgicos em crise.

A universitária Jaqueline Vilela, 28 anos, é uma dessas pessoas que sofre com a chegada do inverno. A alergia dela não é só a cheiros fortes como perfumes, produtos de limpeza e incensos. As crises aparecem com poeira, frutos do mar e até dias secos.

“Trabalhei dois anos em um escritório onde o ar condicionado ficava ligado o dia inteiro e o patrão ainda acendia incensos e fumava. Era verdadeiro pesadelo para mim. Eu reclamava e os meus colegas brincavam dizendo que eu era uma menina muito fresca. Fui obrigada a sair do emprego. A verdade é que a alergia é muito comum no Brasil, mas pouco entendida e pouco tratada”, relata a universitária.

E quando se trata de alergia respiratória, as crianças são as principais vítimas. Normalmente são infecções virais e os ambientes fechados são muito favoráveis a este tipo de problema.

“Com o frio, a temperatura mais fria, as pessoas fecham os ambientes e é aí que a incidência fica muito maior para infecções respiratórias. A proliferação de vírus é imensa”, explica a pediatra Marlene Lília, da Sociedade Brasileira de Alergistas.

Vacinas e remédios ajudam no combate à alergia e às crises respiratórias comuns desta época. Um tratamento longo que Jaqueline admite que abandonou por falta de paciência.

“Preciso voltar ao médico porque de manhã é um tormento: espirros seguidos, tosses, garganta seca, nariz que coça. Isso não é uma vida normal”, conta a universitária.

Os médicos especialistas em tratar alergias apontam que quem tem esse tipo de problema não deve ter tapetes, bichos de pelúcia, nem cortinas em casa. Vassoura também é um inimigo porque espalha poeira. Para limpar é preciso passar pano úmido. No pano, as opções para limpar seriam apenas água, álcool, sapólio sem cloro, sabão de coco, nenhum produto que tenha um cheiro forte.

No armário é importante guardar em sacos as roupas que não são utilizadas com tanta freqüência e mesmo assim o ideal é lavar e expor ao sol antes de utilizar. Para tirar a umidade do armário é fácil: tirar todas as roupas lá de dentro, fazer uma extensão com uma lâmpada, fechar a porta e acender esta lâmpada três vezes por semana durante duas horas para secar, iluminar e aquecer o local.

Com bichos de pelúcia, se não puder lavar, é melhor colocar dentro do freezer por pelo menos 12 horas. Edredom sempre é melhor que cobertor para quem tem alergia. E quanto ao colchão, ele pode ser forrado com qualquer material impermeável.“Toda casa fica limpíssima, só não fica cheirosa. Aí está um mito comum: bom cheiro representa limpeza. Está errado. Para algumas pessoas alérgicas esse odor é um inimigo muito forte. Mas o importante é respeitar o alérgico e tomar essas medidas simples para ter qualidade de vida”, aponta doutora Marlene.

Portadores de doenças graves devem conhecer seus direitos

Orlando Castor
7º período



Milhões de brasileiros com doenças crônicas e degenerativas não sabem que podem ter benefícios e isenções de impostos que ajudam a amenizar o sofrimento. Esse é o caso da dona-de-casa Maria Aparecida Carneiro, 47 anos. Há dois anos ela faz tratamento contra o câncer de mama e agora vai ter que retirar os dois seios. De acordo com a legislação, pessoas nessas condições têm direito de se isentar no pagamento de alguns impostos.

“Minha médica me falou que posso entrar com um pedido especial, mas só depois dos 40 anos de vida que soube da existência dessas leis que beneficiam portadores de doenças graves. Acredito que poderia haver uma campanha de esclarecimento”, comenta a dona-de-casa.

Segundo a legislação que vale para todo território nacional, portadores de doenças graves como: Aids, câncer, cegueira, esclerose múltipla, Parkinson, transtorno mental, contaminação por radiação, hanseníase, doença renal, do fígado, do coração, paralisia e tuberculose têm direito a algum benefício ou isenção de tributos.

“Essa lei se estende para facilitar a compra de um veículo, quitar a casa própria desde que esteja financiada pela Caixa Econômica Federal, ter prioridade em atendimento judicial, conseguir o tratamento médico custeado pelo Governo ou plano de saúde e até viajar dentro do Estado sem pagar passagem de ônibus, trem ou metrô”, explica a advogada Sílvia Guedes.

Na lista de tributos que o doente tem significativo abatimento estão Imposto de Renda, Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA). A lei ainda prevê que o paciente pode pedir a liberação do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e o PIS/PASEP para usar o dinheiro no tratamento de doenças crônicas e degenerativas.

No caso do imposto de renda, a isenção do tributo é apenas para pacientes aposentados ou que recebem pensão. Mas a boa notícia é que já existem juízes que entendem que pessoas que têm outras fontes de renda também podem conseguir o benefício.

“O interessado pode procurar um advogado e entrar com uma ação. Quem não tem como custear pode ir à Defensoria Pública. É um direito que poucas pessoas conhecem e que praticamente fica esquecido nos manuais de Justiça”, pontua a advogada.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Brasil recebe kits para detectar Influenza A

Por Paula Valviesse (6° período)

Chegaram ao Brasil nesta quarta-feira, 06/05, os kits enviados pela Organização Mundial de Saúde (OMS) que detectam a gripe provocada pelo vírus Influenza A (H1N1), também conhecida como gripe suína, em dois ou três dias. Os kits serão distribuídos por três laboratórios de referência: o Instituto Butantan em São Paulo, o laboratório Evandro Chagas no Pará e o FioCruz no Rio de Janeiro.

Ainda não há confirmação da Influenza A no país. Todos os pacientes com suspeita da doença estão sendo colocados em monitoramento. Antes da chegada dos kits o diagnóstico da doença estava sendo feito por eliminação, detectando primeiro se o vírus presente era de Influenza , depois se o tipo era A, então seria aplicado o tratamento se confirmado, mas esse procedimento dura cerca de quinze dias.

No Rio de Janeiro, que tem três casos suspeitos e outros sob monitoramento foi criado, por decreto, um grupo envolvendo autoridades de saúde para prevenir a disseminação do vírus no estado. Caso venha a ser confirmado algum caso da doença o paciente será isolado para evitar sua transmissão.

Os principais sintomas da Influenza A são: febre alta repentina (superior a 38º graus centígrados), acompanhada de tosse e/ou dores de cabeça, musculares, nas articulações e dificuldade respiratória. Todas as pessoas que viajaram para áreas afetadas ou mantiveram contato com alguém que tenha viajado devem ficar atentos aos sintomas e procurar assistência médica rapidamente. A OMS recomenda uma higienização constante das mãos com uso de água e sabão ou sabonete como uma das formas de prevenção à doença. 

quarta-feira, 6 de maio de 2009

Mamografia de graça para mulheres acima dos 40



Por Orlando Castor (7º Período)

O câncer de mama é uma das doenças que mais causam mortes de mulheres em todo país. De 2008 até o fim deste ano, cerca de 50 mil mulheres deverão desenvolver a doença, de acordo com estatísticas alarmantes do Instituto Nacional do Câncer, o Inca. Medidas simples como o autoexame e a mamografia podem reduzir as chances de morte, mas a falta de informação ainda impera entre a população, principalmente de baixa renda.
Para tentar diminuir este número, já está em vigor uma lei que determina que a mamografia – exame que detecta o câncer de mama – deve ser de graça para mulheres com mais de 40 anos, em toda a rede do Sistema Único de Saúde. Esse dispositivo legal é motivo de comemoração das mulheres e dos médicos. O custo deste exame fica, em média, em R$ 150 – o que dificulta muito as mulheres que querem começar a rotina de prevenção, mas sem condições financeiras.
“É um exame essencial para todas as mulheres a partir de uma idade mais avançada. Estou feliz com a lei e espero que ela funcione. Tive câncer no seio, descoberto a tempo para ficar curada – tudo graças à mamografia. Na época desembolsei mais de 120 reais para fazer o exame, e não foi uma única vez”, relata a dona-de-casa Aparecida Camargo, 47 anos.
Outra questão é que essa nova lei tem um caráter educativo. A ideia é conscientizar as famílias sobre a importância de se fazer a mamografia a partir dos 40 anos, lembrando que a partir da primeira menstruação as meninas devem fazer o autoexame durante o banho e em frente ao espelho.A reportagem da AGÊNCIA INF conversou com o ginecologista Ricardo Heinz sobre essa nova lei que promete ser um divisor de águas na saúde pública brasileira.

Porque a mamografia é tão importante?
Esse exame é fundamenta. Classicamente, a medicina só recomendava a mamografia na rede pública acima dos 50 anos. Há uns 15 anos, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a Sociedade de Oncologia vêm lutando para ampliar essa cobertura para as pacientes acima de 40 anos. Cerca de 30% dos casos ocorrem nessa população mais jovem. Então, é fundamental ampliar essa cobertura. No ano passado, foi publicado no Diário Oficial essa lei, que já está valendo, universalizando essa cobertura também para as mulheres acima dos 40 anos. É importante ressaltar que as pacientes devem fazer o exame, mesmo que não tenham o histórico familiar de câncer.

A rede pública de saúde e os hospitais particulares conveniados ao SUS têm estrutura para atender a essas mulheres?
O Ministério da Saúde vem trabalhando há alguns anos na certificação e na qualificação dos serviços públicos, porque não basta a mulher fazer o exame de mamografia. É preciso que o exame seja de boa qualidade e que exista um ginecologista atendendo no posto de saúde para ver o resultado do exame. É importante que a população entenda que deve procurar inicialmente os postos de saúde para se informar sobre o local que devem agendar o exame com o encaminhamento. A rede particular de plano de saúde está plenamente capacitada para absorver essa demanda e já vem fazendo isso com frequência, mas é fato que precisa melhorar a qualidade e o governo vem trabalhando nesse sentido.

Esse exame é importante a partir de que idade?
Independente da idade todas as mulheres devem fazer o autoexame em casa. Como ele é feito?A novidade é que a lei amplia a cobertura para mulheres acima dos 40 anos, o que acontece em vários países do mundo, mas não era feito no Brasil até então. Com relação ao autoexame, a gente sempre recomenda que uma semana após a menstruação a paciente deve examinar com o toque, e pode ser durante o banho, a região das axilas e as duas mamas, de maneira a identificar algum nódulo, alguma alteração na pele ou alguma coisa diferente no mamilo. Caso isso aconteça, ela deve procurar um ginecologista ou um mastologista, que é o médico habilitado a dar orientação e tomar as providências necessárias. Isso deve ser feito mesmo antes dos 40 anos.

A mamografia apresenta sucesso para detectar câncer?
Sim. Quando precocemente, a pessoa tem chances de cura muito fortes. Por isso o importante é democratizar o acesso a esse procedimento, uma vez que grande parte da população não tem dinheiro para pagar pela mamografia. Quando o câncer é descoberto cedo é possível fazer todo o tratamento sem agressão, como cirurgias mais complexas.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Idosos devem se vacinar contra gripe

Por: Orlando Castor (7º período)



Desde o último sábado, 25, postos de vacinação de toda cidade vacinam os maiores de 60 anos contra a gripe. Aplicando a imunização nos idosos, o governo espera reduzir as complicações e a mortalidade causadas pela gripe. Esse ano, o slogan da campanha é bem simpático: “Deixe a gripe na saudade”. Até o dia 08 de maio, quando termina a mobilização, o Ministério da Saúde espera que cada cidade aplique a vacina em pelo menos 70% da população com mais de 60 anos.
“Tomo todo ano, e na realidade funciona bem porque eu não gripei mais”, esclarece o engenheiro aposentado José Carlos Cezar, de 66 anos. “É qualidade de vida para nós. E o mais importante é que a vacina é de graça para os idosos, enquanto que a dose na rede particular custa 80 reais”, brinca a professora Marlyse Canto, 77 anos.

Para a campanha nacional foram distribuídas em todo país mais de 21 milhões de doses para mais de 66 mil postos de vacinação. O Ministério da Saúde esclarece que a imunização precisa ser renovada todos os anos porque os vírus é mutante e se modifica a cada inverno.

“Também é bom esclarecer que a vacina previne contra a gripe, mas não contra resfriados. Gripe é forte, dá febre, a pessoa fica muito mal e de cama, e no caso do idoso pode levar à morte porque essa população tem menos resistência. Já o resfriado é fraco, dá mais coriza e não deixa a pessoa na cama”, explica o médico Marcelo Quintas, um dos coordenadores da campanha no Ministério da Saúde.

A expectativa é imunizar 80% dos brasileiros com mais de 60 anos, o que significa mais de 15 milhões de pessoas. Uma pesquisa do Ministério da Saúde revelou que as internações por causa de doenças respiratórias caíram mais de 30% depois que as vacinas começaram a ser distribuídas.

A campanha vacina idosos em todos os postos de saúde da cidade até o dia 08 de maio, sem prorrogação.


Vacina também é para gente grande

Vacina não é apenas coisa de idosos ou de crianças. Os adultos também devem se prevenir. De acordo com o Ministério da Saúde, quem tem mais de 20 anos deve se imunizar contra várias doenças. Para difteria e tétano são necessárias três doses com um intervalo mínimo de 30 dias entre elas, além de uma dose a cada dez anos. A chamada tríplice viral – contra sarampo, caxumba e rubéola – deve ser tomada em dose única. Já a vacina contra febre amarela deve ser tomada a cada dez anos.

“Essas vacinas devem ser tomadas rotineiramente. Não existe nenhum surto. As pessoas podem fazer isso com o calendário vacinal. Podem se imunizar sem pressa. O importante estar protegido e sempre lembrar que vacina não é só coisa de bebês e crianças”, alerta Marcelo Quintas.


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